Cattleya leopoldi



Cattleya leopoldi

  • Cattleya Leopoldi
  • Origem: Brasil
  • Dimensão da flor: 7 x 7 cm
  • Haste floral: 15 cm
  • Altura da planta: 50 cm
  • Época de floração: Verão 
  • Duração da flor: 10 dias
  • Sombreamento: 50%
  • Temperatura: 10 a 35ºC
É encontrada do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul, no Brasil. Planta com pseudobulbos eretos, cilíndricos e levemente sulcados de 50 centímetros de altura com duas folhas oblongas e elípticas. Inflorescência com cinco a oito flores que surgem entre as folhas. Flor de seis centímetros de diâmetro com pétalas e sépalas de marrom ou púrpura a verde-amarelado intenso. Labelo trilobado com lóbulos laterais exteriormente brancos que cobrem a coluna. Lóbulo central pequeno, papiloso, de cor ametista. Floresce em dezembro.

Em 1855, uma planta foi levada para a Europa pela firma belga Verschaffelt e descrita por Lemaire como variedade da Cattleya guttata Lindley, recebendo a denominação Cattleya Leopoldi em homenagem ao rei Leopoldo I da Bélgica, um apaixonado admirador de orquídeas. Esta espécie, sabe-se hoje, é um sinônimo da Cattleya tigrina, classificada por Richard, sete anos antes. A descrição de Lemaire, por ser baseada em espécime de um orquidário comercial, recebeu muito maior divulgação que a descrição original de Richard, erro somente recentemente solucionado com o restabelecimento do nome correto devido a esta espécie.
Muitos taxonomistas consideram a Cattleya tigrina e em decorrência, também a Cattleya leopoldi, sinônimos da Cattleya guttata, da qual seria apenas uma variedade de maior interesse horticultural cuja permanência como espécie autônoma é perpetuada mais por hábito dos colecionadores do que por diferenças de comprovação científica.

Cultivo:

A espécie, como a maioria das epífitas, é xerófita, pois vive grande parte do tempo seca e está perfeitamente adaptada a essa situação, razão pela qual o seu cultivo deve ser conduzido de forma que as raízes não permaneçam encharcadas por muito tempo, o que explica sua preferência pelos "cachepots" de madeira, que satisfazem melhor suas necessidades de aeração, principalmente quando pendurados.
O substrato ideal, seja nas caixinhas ou em potes de cerâmica ou de plástico, sempre bem drenados, continua sendo a fibra de xaxim de boa qualidade, que pode ser substituída por pedaços de cascas como coco, peroba ou cortiça, pura ou misturadas ao saibro granítico graúdo. Este, em avançado estado de decomposição.
Pode ser cultivada ainda com sucesso, em pedaços de madeira roliça de casca grossa e rugosa, resistente ao apodrecimento, dado seu lento desenvolvimento e a sua aversão aos cortes ou a mudas frequentes. Seu crescimento é lento devido ao prolongado repouso de pós floração, que ocorre de fins de dezembro a meados de janeiro, tornando a brotar somente sete ou oito meses depois.
Aprecia, quando apta a florir, ou no estado adulto, fertilização foliar com NPK mais micronutrientes na relação 1-3-2. Ou seja, formulação comercial o mais próxima possível de 3-9-6, 4-12-8, 10-30-20 etc, em aplicações semanais ou quinzenais, quando inicia a brotação após o repouso.
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