Conhecendo a sua orquídea

CONHECENDO SUA ORQUÍDEA

  1. Determine quando é a hora de replantar. O momento ideal para o replante é assim que terminar a florada, quando a planta começa a produzir novos brotos.
  2. Não replante sua orquídea, a menos que seja necessário.
  3. Descubra qual o material que você vai precisar, pesquise o material de acordo com a sua planta.
  4. Decida o tamanho do vaso. Não utilize vasos muito grandes.
As orquídeas devem ser trocadas de vaso quando o substrato (material em que estão plantadas) fica muito velho, o que acontece a cada cinco anos em média. Alguns substratos duram mais (xaxim, casca de pinus, esfagno do chile), outros menos (fibra de coco, esfagno nacional, sabugo de milho), mas todos eles se deterioram com o passar dos anos, exceto a pedra, isopor e carvão. Nunca mude a orquídea de vaso quando ela estiver florida. O estresse costuma fazer a planta liberar etileno, uma substância que faz os botões e as flores caírem. Depois que a orquídea dá flor, muitas espécies entram em dormência, passam por um período de inatividade, descansando. Esse período pode durar de poucas semanas a vários meses, dependendo da espécie. Quando elas acordam, começam a dar sinais de vida, produzindo raízes e brotos novos. Esse é o momento perfeito para mudar sua planta de vaso.  
No caso das orquídeas que não tem dormência, você só precisa esperar a floração terminar para fazer o transplante. Escolha um dia freso para fazer isso, regue bem a planta antes e depois, para evitar que ela desidrate. Nas semanas posteriores você precisará manter o substrato sempre úmido e adubar a planta pelo menos a cada 15 dias. Também é importante deixar a planta em local com muita luz, mas sem sol direto, até que ela tenha "pego" e possa ser cultivada no ambiente definitivo.

Na hora da mudança eu costumo deixar o vaso antigo bem molhado, retiro a planta do vaso, lavo bastante as raízes sem danificá-las. Com uma tesoura esterilizada, ou seja, lavo a tesoura com álcool, água e depois deixo ela um minuto no fogo do fogão. Esse processo é recomendado para cada replantio. 
Com a tesoura esterilizada eu corto todas as raízes podres (escuras e secas), com uma escova de dente eu lavo com sabão de coco (em barra) muita água todas as folhas (frente e verso), retiro todo o excesso de cascas dos bulbos.

Preparação do vaso:
Recorto um pedaço (redondo) de tela (tipo mosqueira) a fim de cobrir todos os furos do vaso, dessa forma eu dificulto a entrada de lesmas e outros bichos.
Em seguida adiciono 1/4 da altura do vaso com pedra tipo brita, bem lavadas (costumo deixar as pedras em um balde com água e duas colheres de água sanitária durante 30 minutos, depois lavo bem com água corrente).
Em seguida coloco substrato, costumo comprar um substrato preparado para orquídeas, com casca de pinus triturada e carvão picado.
Vou cobrindo as raízes (com muito cuidado) até preencher todo o vaso. Espeto um espeto de bambu (tutor) e amarro uma das folhas mestres. 
Depois de pronto, gosto de deixar o novo vaso submerso em água durante 15 minutos, para que o substrato fique bem úmido e pronto !
Depois é só fazer adubação de 15 em 15 dias. Costumo colocar uma colher de sopa rasa de adubo no cantinho do vaso. Não é bom colocar o adubo acima das raízes, pois o adubo é muito forte e pode queima-las. 


Materiais necessários:
Procure ter à mão os materiais necessários para um plantio ou replantio adequado:
  1. Tesoura de poda: para corte de raízes mortas (são escuras e ocas).
  2. Maçarico a gás ou esqueiro: para esterilizar o instrumento de corte a fim de evitar a transmissão de viroses e outras doenças.
  3. Pinça: Auxilia na limpeza e retirada do substrato antigo. Tenho uma sempre pendurada no meu orquidário para retirar eventuais lesmas ou outros bichos.
  4. Etiqueta de identificação: Todas as orquídeas devem estar devidamente etiquetadas, para facilitar a identificação, constando, se possível, a procedência, a data de replantio e época da última floração. Assim, se na mesma época a planta não florir, é sinal de que algo está errado com o cultivo.
  5. Estaca de sustentação: São indispensáveis para orquídeas com hastes longas, como Oncidium, Phalaenopsis e Cymbidium. Há estacas de arame, plástico e bambu.
  6. Amarrilho: é usado para fixar a haste floral na estaca de sustentação.

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TEMPERATURA

Toda orquídea se adapta bem a temperatura entre 15 e 25 graus centígrados. Entretanto, há orquídeas que suportam temperaturas mais baixas, como a Cymbidium, Odontoglossum, Miltonias colombianas, todas nativas de regiões elevadas.
Outras já não toleram o frio. É o caso das orquídeas nativas das imediações da linha do Equador, como C.aurea, C.eldorado, C.violacea, Diacrium, Galeandra, Acacallis.
Assim devemos cultivar orquídeas que se aclimatem no lugar em que vão ser cultivadas. Caso contrário, o cultivo será muito mais trabalhoso, muitas vezes resultando em perda da planta. Felizmente, no Brasil, a variação de temperatura é adequada para milhares de espécies. Algumas se adaptam melhor no planalto, outras nas montanhas, outras nos vales ou no litoral, mas justamente a variação de clima e topografia propicia a riqueza de espécies que temos.


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ÁGUA E UMIDADE

A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d'água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, pois as plantas se desidratarão rapidamente. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidade relativa é bem maior do que numa área sem plantas como piso de cimento.
Observação: Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência da luz solar. Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então borrife as folhas, pois umedecê-las é extremamente benéfico. Mas não encharque o vaso, pois as raízes podem apodrecer.


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 LUMINOSIDADE


Luz é essencial. Uma planta não pode fazer sombra para a outra. O ideal é manter as plantas sob uma tela sombrite de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local.  Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital  que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem em cor "verde garrafa", é sinal que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada ou "verde alface", estão com excesso de luz.
Existem orquídeas que exigem mais sombra: é o caso, por exemplo, das "microorquídeas", do Paphiopendilum, das Miltonias colombianas. Para estas plantas pode ser usada uma tela de 80% oou uma tela dupla de 50% cada.
Há  outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccinea que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mas dificilmente darão flor.




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QUANDO DIVIDIR, PLANTAR E REPLANTAR


A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extremidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre flambeie com uma chama (de um isqueiro, por exemplo)  o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza de que a lâmina não está contaminada por vírus.
No caso de orquídeas manopodiais, como a Vanda Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para, então, separar da planta mãe. 
As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.


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