Cattleya labiata tipo



Cattleya labiata tipo

É uma espécie que no final do verão e princípio do outono exibe sua exuberante floração. Espécie considerada "Rainha do Sertão", foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821. Ocorre predominantemente na região nordeste do país, sendo endêmica dos Estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba e sem a confirmação em Alagoas. Ela participa da maior parte dos cruzamentos de hibridização existente em Cattleya, por ser de ótima armação, muito bom perfume.
É a primeira Cattleya catalogada no Brasil e a orquídea mais velha já cultivada é uma Cattleya labiata - Lind. 1821 no Royal Garden de Londres.

Habitat:
Planta epífita que vegeta sobre árvores em brejos de altitude com locais bastante úmidos, sempre protegidos do sol intenso. Vegeta numa altitude entre 500 e 1000 metros, geralmente na região da caatinga do nordeste.
Ela procede em maior número de habitats dos Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Ocorre ainda em uma pequena população disjunta em serra exatamente na divisa entre os Estados de Sergipe e Bahia. A espécie não ocorre de forma contínua e sim como pequenas manchas em áreas montanhosas mais úmidas em meio às áreas secas do agreste e do sertão nordestino.
Plantas:

São plantas muito vigorosas, com pseudobulbos em forma de clava com ranhuras por onde escorre a água coletada, comprimidos e sulcados, apresentando uma única folha (unifoliada) oblongo-elíptica grossas e coriáceas com tonalidade verde, ás vezes arroxeado dependendo da incidência de luz solar, chegando até 25 centímetros de altura. Inflorescências compostas de 2 a 5 flores variando de 15 até 20 cm por frente, perfume forte (com maior intensidade no início da manhã.

Flor:
Flor com 20 a 25 centímetros de diâmetro, pétala e sépalas de colorido típico lilás-médio em diversas tonalidades. As sépalas são lanceoladas e as pétalas mais largas, ovóides e onduladas.
O labelo apresenta variações das quais destacamos as mais comuns como segue:
  • Anelata: apresenta na entrada do tubo um colorido em forma de anel;
  • Atro: colorido escuro do labelo, estendendo-se pela parte externa do tubo até a junção com as pétalas e sépalas;
  • Integra: a mancha escura do lóbulo frontal estende-se pela parte interna do labelo penetrando pelo tubo;
  • Orlata: quando a mancha escura frontal estende-se pela sua orla superior;
  • Venosa: veias escuras entrecortando o colorido na base do labelo.
Época de floração:

Cattleya labiata geralmente inicia a brotação entre outubro e novembro e floresce no período que vai de fevereiro a abril, diferenciando da C.warneri que floresce geralmente de setembro a dezembro.

Cultivo:

Planta de fácil cultivo, participa da maior parte das hibridizações pela forma e armação, pode ser cultivada em pedaços de madeira, vasos de cerâmica ou caixetas, ou ainda podem ser utilizados vasos de plástico para o cultivo dessa Cattleya. Os vasos não devem reter água para não facilitar o surgimento de patógenos que apodrecem principalmente as raízes.

O substrato deve ser bem aerado composto principalmente por chips de coco lavado (30%), casca de pinus bem lavada (30%) brita tamanho 2 (20% e carvão (20%), ainda com pedras no fundo do vaso par drenagem, estabilidade e sustentação, para isso colocar cacos de telha, argila expandida, ou pedras do tamanho médio.

A luminosidade deve ser em torno de 50%, podendo utilizar telas de sombreamento ou cultiva-la debaixo de árvores, para a umidade e temperatura locais com pouca incidência de vento e media umidade, sendo assim aconselhável.

No verão as regas devem ser de duas vezes por semana, já no inverno uma vez por semana tomando cuidado com o excesso de umidade, podendo até cortar as regas se houver necessidade. Adubação geralmente deve ser de uma vez por semana ou a cada quinze dias dependendo do adubo e das suas recomendações assim descritas na embalagem.

Para o uso de adubo orgânico, criar sacos pequenos de voile ou outro tecido e colocar o pó dentro, isso ajuda a não acidificar o substrato com mais rapidez, para adubos químicos diluir e aplicar. Deve-se tomar cuidado com pragas e patógenos: lesmas, caracóis, tatuzinhos, cigarrinhas, pulgões, baratas da terra, embuás, cochonilhas, hortesia, lagartas e ainda fungos, bactérias e vírus.

Lavar bem todo material de cultivo com água sanitária, ajuda muito a reduzir as infecções, e no caso de pragas, medidas profiláticas devem ser tomadas, ao adquirir uma nova planta, observe-a bem toda a extensão da planta, se existem manchas negras, partes apodrecidas (bulbos mais escuros, geralmente amarronzados), ou ainda a presença dos animais acima citados, seja na planta ou no substrato, para verificar as raízes da planta imergir completamente o vaso da planta por algumas horas na água ajuda a matar pragas que estejam escondidas nas raízes, o termômetro do bom cultivo será sempre o estado da sua orquídea, se a planta estiver bem ela estará demonstrando isso através de enraizamento, nascimento de novos pseudobulbos e até floração. A observação leva a aquisição de experência, então sempre observar o estado da sua planta é o mais indicado, e para maiores dúvidas inúmeros fóruns estão disponibilizando conhecimento específico do cultivo de cada espécie.

Veja em "orquídeas florindo" um vídeo das minhas meninas !
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